Informações Sobre Calopsita (Nymphicus Hollandicus)

27/03/2011 09:54

A calopsita ou caturra é uma ave que pertence à ordem dos Psitaciformes e família Psittacidae. Natural da Austrália, a espécie foi descrita pela primeira vez em 1970. No Brasil, os primeiros exemplares importados desembarcaram a partir de 1972 e hoje já existem muitos criadores. É uma ave dócil que pode ser conservada como animal de estimação. A plumagem pode ser de várias cores: amarelo, branco, cinza, etc. Normalmente a calopsita tem em cada face uma pinta laranja que protege os ouvidos da ave. A crista no topo da cabeça também varia de cores. O comprimento médio é de 30 cm. Não são barulhentas, mas podem assobiar e algumas chegam até a falar. Os machos têm essa capacidade sendo que as fêmeas apenas assobiam. São aves resistentes quando adultas. Com uma alimentação balanceada e cuidado adequado, podem viver até 25 anos. Esta ave tem seu próprio tipo de ninho, e acasalamento não acontecerá sem a presença do mesmo. A reprodução poderá ser feita a partir de 12 meses de idade e durante todo o ano, mas é aconselhável tirar apenas duas ou três ninhadas por ano. Tem uma postura de quatro a sete ovos, com incubação de 17 a 22 dias. Os filhotes devem ser separados dos pais com oito semanas de vida. Já na natureza, costuma se reproduzir nas épocas de chuvas, até porque os alimentos aparecem mais fartamente. Procura geralmente um eucalipto que esteja próximo a água e faz seu ninho em algum buraco já existente na árvore.

 

A diferença entre macho e fêmea, baseada nestas características muitas vezes falham, por isso o ideal é realizar a sexagem dos seus animais.
Instalações:
Gaiolões de 1 x 0,4 x 0,5 m para 1 casal, e um ninho de madeira do lado de fora compondo uma caixa horizontal com 20 x 20 cm de frente De preferência com uma entrada redonda e 35 cm de comprimento. Dois poleiros de diâmetros diferentes, variando de 1,5 a 2,5 cm, instalado em local ventilado, mas sem correntes de ar. É preciso que receba o sol da manhã. Já os viveiros devem ter de 3 x 1 x 2 m para 1 casal e de 4 x 3 x 2 m para os filhotes. Podem ser de tijolos de barro rebocados, de alvenaria, de placas de cimento, de blocos de cimento revestidos de argamassa, com cobertura de telhas de cerâmica em 1/3 do viveiro, protegendo os comedouros e ninho, tela galvanizada de cerca de ½ polegada e fio 18 e piso de concreto com escoamento para água. Dois poleiros de madeira, vasilhas de barro ou louça e uma separada para tomar banho. A ventilação e o recebimento da luz do sol devem ser idênticas as das gaiolas.
Alimentação:

Diariamente oferecer composto de 20% de alpiste, 50% de painço, 15% de arroz com casca, 10% de aveia e 5% de girassol. Também diariamente oferecer frutas (mamão, maçã, pêra, frutas cítricas, frutas de época) e legumes (abóbora, beterraba e cenoura) em pedaços e verduras como couve, almeirão, espinafre, chicória, bem lavados. Uma vez na semana oferecer milho verde e proteína animal (queijo magro, ovo cozido).

Coloque em um pote 1/3 da mistura de sementes (Birdmix ou outra mistura de qualidade); 1/3 da ração Nutrópica e 1/3 de Farinhada (CC2030 ou Birdmix) – sirva a vontade diariamente.
Os grãos germinados de girassol, painço, aveia com casca, milho seco, trigo e arroz sem casca, pão duro, os integrais e os secos também podem ser dados. É desaconselhável fornecer alface, tomate, berinjela e abacate.
Já a areia grossa e lavada e farinha de ostras ajudarão na digestão e serão excelentes fontes de cálcio. Ainda deve ser dado o carvão vegetal em pedaços ou moído, misturado com areia e com farinha de ostras. Os ossos de siba não devem ser esquecidos também.
Comedouros e bebedouros devem ser de material resistente, de fácil higienização e não tóxico, como vasilhas de aço inoxidável ou alumínio. Devem ser lavados e escovados diariamente e desinfetados freqüentemente. Os comedouros e bebedouros não devem ficam embaixo dos poleiros, evitando que as aves defequem sobre eles.

 

Sanidade e cuidados:

Faça exames de fezes (MIF) regularmente na sua ave, pelo menos 2x ao ano. É aconselhável também realizar hemograma (exame de sangue) da ave 1x ao ano. Realize exame de clamidiose e salmonelose pelo menos 1x na vida de seu animal.

O corte de asa deve ser realizado pelo menos a cada 2 meses em animais adultos. Animais jovens a cada 45 dias. Mesmo com as asas cortadas coloque tela de proteção nas janelas. Não ligue ventiladores de teto com o animal solto.

O corte de asas errado pode resultar no aparecimento de penas inflamadas. Por essas penas em caso de acidentes podem ocorrer sangramento muitas vezes. Infelizmente o corte errado por pessoas incapacitadas é uma constante, por isso consulte sempre um veterinário especializado. Tenha sempre um pó hemostático em casa. Compre na farmácia Granado ou ´´Dedol´´ que se compra em farmácia comum mesmo.

Visitas de rotina ao médico veterinário devem ser realizadas pelo menos 1x ao ano.

Utilize desinfetantes a base de Amônia Quaternária (Herbal Vet ou Vancid 10) pelo menos 1x por semana na gaiola e nos utensílios. Dilua de acordo com o fabricante e deixe o produto agir por 15 minutos. Enxágüe e retorne com os animais para a gaiola.

 

A saúde de sua ave e de sua família depende de suas ações.

Pense nisso e até a próxima!