Dentição de Roedores e Logomorfos - Entendendo o Problema

04/05/2014 21:50

Os dentes de roedores (rato, porquinho-da-índia) e lagomorfos (coelhos) apresentam crescimento contínuo e o seu desgaste natural está relacionado a um manejo alimentar adequado. A ração para esses animais é sempre peletizada e não extrusada como para cães e gatos, isso é para que eles tenham um desgaste maior dos dentes ao mastigar o alimento, já que a peletização altera menos a matéria prima que o processo de extrusão, logo, o pelet é mais duro. O que se nota é que os ratos e hamsters pouco apresentam problemas com dentição, não que os donos desses animais sejam mais cuidadosos com sua alimentação, mas sim porque as marcas que normalmente se encontram em pets e mercados já possuem grande variedade de grãos e sementes, que são a base da dieta deles, além disso, juntamente com as sementes vem ração peletizada. A dieta sendo adequada à natureza do animal reduz as chances de aparecer quaisquer problemas, incluindo o de dentição. Os porquinhos-da-índia e coelhos tem maior casuística de problemas com os dentes, isso porque eles precisam de incentivo para mastigar, e a ração pura não é um grande atrativo. Diferente dos outros roedores citados, a base da dieta deles deve ser de folhas, frutas, legumes e raízes; alimentos fibrosos precisam ser mais mastigados que alimentos mais macios, e assim, mantém a dentição no tamanho adequado. Devem ser fornecidos a estes animais diariamente feno, cenoura, chuchu cru e outros alimentos, estimulando a mastigação e impedindo que seus dentes fiquem maiores do que deveriam. Os sintomas que normalmente esses animais apresentam por conta de dentes grandes é o apetite diminuído, depois se torna caprichoso e finalmente o animal apresenta anorexia. Tudo isso ocorre pela dor que o animal sente ao mastigar, pois seus pré-molares e molares formam pontas que acabam por machucar o vestíbulo da boca. A correção de tal problema será, após sedação, corte e/ou lixamento dos dentes com material específico. Deve-se deixar a dentição mais anatômica possível e sempre orientar o proprietário sobre o manejo adequado para cada espécie, de modo a evitar que o problema se repita. Este texto foi elaborado pelo Dr Arthur Azevedo que atende aqui na clinica sexta, sabado e domingo de 13 as 20h.